Fiquei algum tempo sem postar porque tive complicações na gravidez. Nunca toquei no assunto, mas tenho uma alteração no sangue, ainda não tão bem diagnosticada, mas que interfere no funcionamento da placenta. Por isso, diariamente, tomo injeções de heparina. Na gestação da Isabella, essa medida deu certo. Agora, na da Úrsula, o efeito está terminando antes e, existe uma chance real dela nascer antes da hora e pequena – no momento ela está com um quilo e quatrocentos gramas. Ainda estou processando essa informação…





isabella.BMPDessa vez não estou falando do conceito da maternidade, mas do hospital em si. Como é que a gente administra o parto, a chegada do novo bebê e o filho mais velho? Queria saber: o que vocês, pais de mais de um filho, fizeram com as crianças enquanto estavam na maternidade? Eles dormiram lá, ficaram na casa de parentes, foram visitar? Esse é um post cheio de perguntas. E que fico pensando o que será melhor para todos…





travesseiros.jpgNa gravidez ele vira um absurdo. No começo sentimos muito, muito sono. Foi assim que descobri a gravidez da Úrsula: um domingo em que dormi, almocei, dormi mais e continuava com sono. Estava grávida, é lógico. Depois, no segundo trimestre, ele parece voltar ao normal Não sei vocês, mas no meu caso, normal é dormir 10 horas por noite, algo impossível com filhos. Por isso, posso dizer que, com certeza, o maior impacto da maternidade na minha vida foi a falta de sono. Daí um certo desespero agora que completei 30 semanas. Com duas filhas, talvez não durma nunca mais! Porque quando a Úrsula dormir, depois de cada mamada, vai ser a hora de matar a saudade da Isabella. Socorro!
Pensei em aproveitar o último trimestre para dormir muito. Aí apareceu algo com o qual eu não contava: a insônia. Insônia porque vou ao banheiro de uma em uma hora. Ou porque passa um bom tempo me divertindo em descobrir novas posições para dormir – a atual é praticamente sentada. Ou porque algumas complicações na minha saúde + a chegada do parto causam certa ansiedade mesmo.
O bom é olhar para a fofa da Isabella e saber que daqui a pouco terei duas delas!





images.jpgComprei um kit para controlar a glicemia e estou muito feliz. Primeiro porque picar o dedinho quatro vezes por dia não está sendo o fim do mundo. Segundo porque até dá para comer carboidratos e continuar com os níveis aceitáveis.
E tive uma idéia: e se trocássemos receitas legais de doces com adoçantes ou feitos com o açúcar natural das frutas? Fico no aguardo!





len.jpgDescobri isso porque, quando estava montando o enxoval da Isabella, uma conhecida me deu de presente uns quatro conjuntos de roupa de cama, de uma só vez!. Eles não eram horríveis, mas também não combinavam comigo. Mas pensei: poxa, são quatro kits! Não, não dava para trocar. Resolvi ser mais prática do que emocional e fiquei com eles. O que não imaginava é que ia acabar usando os tais durante três anos! E toda vez que eu trocava a roupa de cama do berço, me perguntava porque, afinal, eu ainda ficava com eles.
Tem coisas no enxoval que não dá para improvisar. Ficarão ali, na sua frente, por muito tempo. Lençóis são assim. Por isso, não tenha medo de investir (a palavra é correta pois alguns modelos são caros) na roupa de cama. Troque se não gostar, doe se não tiver outra saída, mas fique apenas com o que você realmente gosta.





Usei mamadeira até cinco anos de idade. Uma vergonha para os tempos atuais, mas, nos anos 70 — não sei o que pensavam os educadores da época — não era algo tão trágico. Meu pai, em uma tentativa desesperada de tirar o hábito (deve ser isso o que ele estava sentindo para decidir tal coisa) resolveu fazer uma experiência: numa noite, me ofereceu a tradicional mamadeira, feita de leite com café, um tico adoçada. E ao lado, uma caneca cheirosa, com o mesmo leite com café, dessa vez generosamente doce. Foi ali que tudo começou. Tenho de confessar que tomo esse leite até hoje – muito para matar a saudade do meu velho pai que já se foi e parece voltar ao meu lado quando estou com a caneca na mão.200-receitas-m.JPGO açúcar invadiu outras áreas da minha vida. Adorava, até pouco tempo atrás, comer folheando uns cadernos de receitas da minha mãe, do Açúcar União. Eram bem velhinhos, devidamente respingados de massa doce e marcas dos dedos que iam seguindo o texto. De um lado lia-se a receita, mandada, se não me engano, por donas de casa que usavam a marca. E do outro ficava a foto do doce, cheia de promessas de prazer eterno.

A cada comemoração da família, minhas tias invadiam a cozinha — felizmente, sem a menor noção dos atuais conceitos de saúde que tiram a graça das comidas. Não tinham o menor medo de encher as receitas com suspiros, caldas de caramelo, marshmallow. Fiquei mal acostumada, pois passei a infância comendo bolachas saídas do forno na hora do chá. Depois de anos apurando meu paladar, fica difícil enfrentar o mundo industrializado de hoje. Por sorte – ou metodicamente planejado pelo meu inconsciente - acabei casando com um santo que cozinha e adora criar receitas para mim.
Bom, tudo isso era apenas para contar que, por estar com diabetes gestacional e pelo bem estar da Úrsula, vou abrir mão desse prazer nas próximas doze semanas…





pata.jpgEstou quase completando sete meses e me lembrei de algo muito, muito importante: não ande como uma pata. Ele só fica bem para a Margarida. Mantenha a dignidade, ops! postura correta. Não se entregue ao andar arrastado. Dá vontade, eu sei. Temos até a desculpa do peso da barriga, mas não vale sua auto-estima. E ainda faz mal mesmo para a postura. Leia mais sobre o assunto  e mude de atitude já!





132-protetor.JPGNem sabia que isso existia. Aí, a Andréa Barros, amiga querida, decidiu me dar um no chá-de-bebê da Isabella. Foi na loja, não tinha no estoque. Acabou comprando um conjunto de lençol maravilhoso, mas na hora que me deu, passou a seguinte mensagem: “espere um pouco e vá trocar pelo protetor”. Humm, mas o lençol era tão lindo! Bem, fui na loja e não é que acabei levando mesmo o protetor? Andréa tinha razão: ele deixa o carrinho arrumado e o bebê com cara de princesa. Vale a pena você pensar sobre ele.

Eis a foto da Isabella com seis meses - uma pena, de chupeta - com o protetor atrás.





babas.jpgMais uma vez estou procurando uma babá. No meu caso, na verdade, uma empregada/babá já que minha filha vai para a escola. Mas vocês não imaginam o quanto essa procura pode ser complicada. Por isso, aqui vai o meu conselho: decida o quanto antes - isso significa durante a gravidez - o que vai fazer com o bebê no caso de você trabalhar. Porque babás são difíceis de encontrar, de se acostumar, de confiar. Não passei pela experiência de procurar berçários, mas imagino que deva ser assim também. Linko aqui três matérias para ajudar: uma sobre a decisão entre deixar o bebê com a babá, no berçário ou com a avó, outra sobre as dúvidas mais comuns na hora de contratar uma babá e a última falando sobre o melhor tipo de profissional para cada idade.





doze_e_demais01.jpgSei que já falei sobre ele em outro post, mas vale falar novamente sobre o filme Doze é Demais. Como o nome já diz, trata-se de um casal com doze filhos - e várias decisões a tomar. Quando assisti a primeira vez, ainda solteira de filhos, fiquei mal com o final, quando o pai abre mão de um grande sonho profissional para cuidar direito das crianças. Pensava que poderia existir uma maneira de conseguir tudo. Nesse final de semana, já com a Isabella no colo e a Úrsula na barriga, assisti novamente e a sensação foi outra. Ele estava certo em sua decisão. Hoje penso que é meio ilusório querer dar conta de tudo. Não dá para ser uma ótima profissional e uma ótima mãe. No fundo, tenho a impressão de que alguma das duas coisas não será tão bem feita assim. Em alguns casos, isso não será grave, mas em outros, sim. Principalmente quando a parte mal feita é com os filhos. O que vocês acham?








Sobre o blog

Aqui você vai descobrir como uma gravidez pode ser divertida, além, claro, de acompanhar o dia-a-dia da Mô, com direito a alegrias, travessuras, descobertas e sustos. E ainda vai ter dicas de livros, filmes, compras e opiniões sobre o que rola no mundo quando o tema são os nove meses.


Sobre a blogueira


Na revista desde 2001, a editora Mônica Brandão xeretou e pesquisou tudo o que podia sobre gestação. Depois ficou grávida, teve a Isabella, se apaixonou ainda mais pelo assunto e agora, três anos depois, volta a desfilar por aí sua nova barriga.




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